Compra de imóveis: Quem apoia o cliente comprador/investidor?

Compra de imóveis: Quem apoia o cliente comprador/investidor?

Reading Time/ Tempo de leitura: 2 minutes/minutos

Portugal é o país de eleição, desde 2016, como local para a aquisição de imóveis.

Dependendo da origem do investidor, variam algumas das razões, estando sempre presentes a segurança, o clima, o bom vinho, a majestosa culinária, ou se o motivo é vir viver por cá.

Se é apenas por investimento, além de preços baixos, que caíram muito na última crise – incomparavelmente menores que outros países europeus – o momento turístico em que está inserido com promessas de boas rentabilidades no aluguel de curta duração, vantagens fiscais e mesmo a obtenção do GoldenVisa, tudo isto junto explica este boom.

Para os brasileiros, tem sido o escape natural, à medida que um desalento toma conta da sociedade esclarecida, e a possibilidade de emigrar, e deixar para trás o país, “meio que sem futuro”, em que transformaram o Brasil, parece se tornar realidade.

Comprar imóvel não é fácil, principalmente num país que não conhecemos.

Os compradores saem ávidos atrás de informações na internet.  E vão da angústia da ausência de informações para o excesso e nem sempre fidedignas. É o afogamento, palavra que costumo usar.

Segue adiante visitando imóveis indicados pelas imobiliárias, comprometidas com os seus clientes em vender o seu imóvel pelo melhor preço possível e não com o cliente comprador.

A dúvida é clara: quem cuida dos interesses do cliente comprador/investidor?

E ficam aqui algumas questões. E há outras…

  • O cliente comprador do imóvel sabe com clareza o que quer e para o que quer?
  • Conhece as zonas com maior potencial de valorização – não aquelas já conhecidas e já caras – a dinâmica urbana da cidade, a adequação do imóvel e região para o propósito definido, as características construtivas mais valorizadas?
  • Se o preço está justo, não porque o consultor imobiliário diz ser uma verdadeira pechincha, mas porque está dentro do mercado?
  • Conhece as possibilidades de crédito a explorar. Financiar uma parcela pode ser interessante em função das baixas taxas de juros?
  • O comprador conhece empreiteiros que possam orçar e executar eventuais remodelações?
  • Tem ao seu lado um bom advogado, especializado nos meandros do direito imobiliário?

Saber com precisão estas respostas, num mercado aquecido, com o comprador com pressão de tempo e desconhecimento do mercado é o papel preenchido por alguém do mercado que esteja defendendo os interesses do cliente comprador/investidor.

Faz sentido, correto? Não é todo dia que se compra um imóvel, e para complicar no exterior.

 

RL

Sintra, 30jan18

 

 

Comments

comments

Deixe uma resposta