Vai chegar uma crise no mercado imobiliário português? (1)

Vai chegar uma crise no mercado imobiliário português? (1)

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Onde se passa, ouve-se especulações com relação à chegada de uma crise – ou mesmo o estourar de uma bolha – no mercado imobiliário português. Nos cafés, nas mediadoras e até mesmo na imprensa nacional. E aqui vamos falar apenas das cidades de Lisboa e Porto. Em outros notas, mostrarei as oportunidades das cidades médias portuguesas. Fica para a próxima semana.

Ao meu modo de ver, e de forma bem direta, não corremos este risco dentro de um contexto de normalidade na economia global. São diversas as razões e desenvolverei um pouco este tema.

  1. O principal erro de quem afirma a iminente chegada desta crise é construir o seu raciocínio em cima da premissa de que, os valores de compra e arrendamento são incompatíveis com a renda per-capita dos cidadãos destas cidades. O equívoco está no fato de os principais compradores serem estrangeiros, de zonas com alta renda per-capita
  2. Sim, está havendo um natural arrefecimento que, ao meu ver, é até bom para o mercado. O fim do GoldenVisa vai ajudar, mas o seu componente maior é psicológico e não real. Mas longe de significar prenúncio de crise.
  3. Em 2019 foram concedidos 10,6 bilhões de euros para financiamento para aquisição de habitação. Um número record nos últimos tempos, mas que ainda está bem longe dos 13,4 bilhões de 2008.
  4. Os preços ainda estão distantes das principais capitais europeias. E Lisboa é uma das principais capitais europeias, ou não?
  5. Caso se confirme estas previsões de alguns, não será nunca uma crise, mas sim um leve ajuste de preços, em função do mercado, da troca do alojamento local de curta duração para o de longa duração, em função das recentes mudanças fiscais e do próprio crescimento da oferta. Há novos projetos a chegar.

Por outro lado, é bom sempre lembrar que estamos em tempos de juros baixíssimos, na aplicação e na captação o que leva, na maioria das vezes a termos pagamentos mensais de financiamento inferiores ao custo do arrendamento. E parece que esta tendência continua. Portugal acaba de colocar títulos no mercado – cerca de 564 milhoes de euros – à taxa negativa de -0,057.

As minhas palavras fazem sentido, ou não?

Nas minhas próximas notas falarei um pouco das oportunidades que estão aí para todos e só alguns andam a enxergar.

RL

Setúbal, 16fev2020

Foto RL: Ribeira da Nau, em Lisboa, à beira do Tejo.

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